Marca Botões e Esquadrões
Escrever sobre a Argentina campeã do mundo no México em 1986 sem creditar uns 90% dos méritos da conquista a Maradona é uma tarefa difícil. De fato, ele fez muita diferença. Do gol com um toque sutil na estreia contra a Itália ao passe magistral para Burruchaga liquidar a fatura contra a guerreira Alemanha Ocidental, a genialidade de Diego foi a marca daquela Copa.

Mas, uma andorinha só não faz verão! O selecionado alvi-celeste, treinado por Carlos Bilardo, possuía coadjuvantes de peso e muita aplicação tática. O zagueiro Ruggeri, que já havia atuado ao lado de Maradona, no Boca Juniros de 1981, comandava a defesa. O meio-campo, com Batista na cabeça de área, marcava e distribuia o jogo com eficiência, e no ataque Burruchaga, pela direita e Valdano, pela esquerda, se colocavam com inteligência, criando opções para que o craque da camisa 10 fizesse fluir a sua imaginação fértil. 

Assim como Pelé, no mundial de 1970, os gramados mexicanos, como que por encanto, emolduraram novamente, em 1986, as atuações extraterrestres de mais um monstro da bola. Quem disse que um "raio" não cai duas vezes no mesmo lugar?
Defesa:
18.Pumpido, 9.Cucciufo, 19.Ruggeri, 5.Brown e 16.Olarticoechea;
Meio-Campo:
2.Batista, 12.Enrique e 14.Giusti; 10.Maradona;
Ataque:
7.Burruchaga e 11.Valdano.
Técnico: Carlos Bilardo


 Argentina 3 x 2 Alemanha Ocidental

Comentários

Desenvolvido com por tavares.in