Marca Botões e Esquadrões
São muitos os grandes esquadrões que entram para a história na qualidade de vice-campeões. Esquecidos pelos torcedores mais passionais, para os quais a segunda colocação tem o mesmo valor que a última, eles não saem da memória daqueles mais observadores, que após aquelas famosas vinte e quatro horas de frustração, analisam com frieza e reconhecem que a sua equipe fez uma boa atuação e lutou com todas as forças pelo título, merecendo desse modo, ser sempre lembrada e "adesivada". 

Por esse motivo, esquadrões como o do Brasil de 1950, o da Hungria de 1954, o da Holanda de 1974, o do Atlético Mineiro do Brasileiro de 1980, o do Santos do Brasileiro de 1983 e muitos outros tornaram-se vice-campeões respeitáveis e inesquecíveis.

Abaixo, com todo respeito e admiração à nação rubro-negra, dois esquadrões vice-campeões que não ficaram devendo nada para quem levantou o caneco. 

Flamengo (Vice-Campeão Carioca 1977)
Defesa:
1.Cantarele; 2.Toninho, 5.Carlos Alberto, 3.Rondinelli e 6.Vanderlei (ele mesmo, o Luxemburgo);
Meio-Campo:
4.Merica, 8.Carpegiani e 10.Zico;
Ataque:
7.Osni, 9.Luisinho e 11.Luís Paulo.
Técnico: Cláudio Coutinho

Nessa formação, destaque para o excelente lateral-direito Toninho, o futuro "deus da raça" Rondinelli, Carpegiani, o "técnico" em campo, o habilidoso ponta Osni, o centroavante oportunista Luisinho (irmão de César Maluco) e o capitão do tri Carlos Alberto. Vale lembrar que Cláudio Adão, Júnior, Adílio e Tita também faziam parte do elenco. Os três últimos se tornariam elementos essenciais nas modernas concepções táticas de Cláudio Coutinho.

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Flamengo (Vice-Campeão do Mundialito de Clubes 1983)
Defesa:
1.Raul; 2.Leandro, 3.Marinho, 4.Mozer e 8.Ademar;
Meio-Campo:
6.Andrade, 5.Júnior e 10.Adílio;
Ataque:
7.Robertinho, 9.Peu e 11.Júlio César.
Técnico: Carlos Alberto Torres

Zico partiu para Udine,  na Itália, como já mencionei em posts anteriores, mas deixou o Mengão em alta. O rubro-negro foi convidado para o Mundialito de Clubes na cidade de Milão, para disputar o torneio através de pontos corridos contra os donos da casa Milan, Internazionale, Juventus da cidade de Turim e Peñarol do Uruguai. 
Na estreia bateu a Inter por 2 x 1, empatou com o Milan em 1 x 1, passou pelo Peñarol por 2 x 0 e chegou na última rodada precisando apenas de um empate contra a Juve de Platini, Boniek e meio mundo de gente da Seleção Italiana Campeã da Copa de 1982. Pois é, uma chance de ouro para o Fla amenizar a derrota do Brasil na Espanha, principalmente para Leandro e Júnior, que estavam no Sarriá. Mas não foi possível sair do Estádio San Siro (com um público de 80.000 pessoas) carregando a taça. 
No final, 2 x 1 para a Juventus, porém, ninguém pode negar que o time fez bonito, ainda mostrando a força do seu conjunto iniciado em 1977. Raul, Leandro, Marinho, Mozer, Andrade e Adílio (com a sua leveza de sempre mesmo envergando a 10) foram também vices respeitáveis.

Matéria Placar 8 de julho de 1983


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